EVOLUIR SIGNIFICA O QUÊ?

Se você está no ponto X e avança para o ponto Y, podemos considerar isso uma evolução? Se Y realmente for melhor para você, sim. Evoluir de verdade significa ir além das aparências ocasionais, convenientes e oportunas, fundamenta-se na condição sustentável de ter avançado positivamente, até em amplos sentidos, mantendo-se assim no médio e longo prazo. Por exemplo, livrar-se de um vício, com certeza é uma grande conquista evolutiva, mas se tem prazo de validade, onde está a evolução?

Primeiro recomenda-se ter consciência clara e objetiva do que precisa mudar, depois vontade suficiente para conquistar tal mudança. Lembrando que grandes mudanças ocorrem com pequenas mudanças. As mudanças reais, sustentáveis, ao longo do tempo exigem esforços, manutenção, comprometimento sério, determinação para novas convicções. Competência emocional deve consolidar-se para novos propósitos, mesmo diante de recaídas, cansaço, imprevistos, tropeços etc.

Evoluir não segue receituário único para todos, cada pessoa se encontra, digamos, em determinado ponto que, raras vezes coincide com o de outras pessoas, isso envolve inúmeras particularidades, propósitos, equilíbrios, condições pessoais; – somos semelhantes, não iguais, na maneira de interpretarmos e vivenciarmos a realidade em movimentação.

Evoluir, para algumas pessoas, ainda segue uma visão (paradigma) reducionista, limitada, compartimentada, excludente, até conveniente; elas reduzem critérios, sentidos, para se acharem “bem” diante de suas vidas. Os limites são quase explícitos, na prática as conclusões são “líquidas e certas”, limitam-lhes o comportamento, a postura, há excessos de julgamento, não são hábeis diante de pressões, são conservadoras, e o sentido de qualquer mudança traz desconfiança, tons negativos, de imobilização até o limite da tolerância possível. Para estas pessoas, pensar diferente, questionar para transformar, arriscar, não tem significância, soa como um abuso, absurdo, loucura, ou “pra quê?”.

Sempre é tempo de evoluir

Para outras pessoas, mais críticas e sensíveis, evoluir torna-se a regra, algo necessário, fundamental, um processo contínuo. Pelo desejo de evolução elas adotam uma visão mais ampla e cuidadosa, conclusões são repensadas, abordagens são aprofundadas. Estão abertas ao questionamento com naturalidade; as dúvidas são bem-vindas, as incertezas aceitas. Diga-se que estas pessoas lidam com as incertezas sem se sentirem no descontrole, são menos inseguras, motivam-se pela curiosidade, são mais resilientes.

Evoluir é ser capaz de buscar e conquistar um modo de ser diferente e melhor. Trata-se de você assimilando melhores convicções, mudando positivamente de dentro para fora, substituindo comportamentos por outros melhores, mesmo diante de desafios naturais, como: descondicionamento psicológico, contexto cultural obtuso, dores de abstinência, renúncias, desertos etc. Os desconfortos são aceitáveis, devem ser assimilados como necessários. Com vontade concreta de evoluir você avançará para além da zona de conforto, expandindo o raio de interpretação de sua própria consciência.

Todo avanço por mudanças positivas exige um esforço extra (esforço além da ordem já conhecida, o “extraordinário”). É por isso que muitos apenas teorizam, idealizam, se vendem, se iludem e iludem outras pessoas, assimilam ciclos de autoengano e autossabotagem como naturais, tornam-se seus próprios inimigos.

Se existir o mais sortudo dos seres humanos, pelo menos assim visto pelas demais pessoas, mesmo ele não está livre de sua própria evolução, do próximo desafio para avançar, mesmo que ainda inconsciente. Nós somos seres adaptáveis, capazes, inteligentes, sensíveis e, por isso, devemos transformar a nossa realidade para melhor, a começar por nós mesmos, fora isso, qualquer euforia por felicidade torna-se suspeita.

  • Autor: Alexandre Arrenius Elias
  • Psicoterapia para a Felicidade
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