Aprender é um presente, mesmo que o mestre seja a dor

Tudo o que fazemos tem um fim duplo: experimentá-lo para o bem ou para o mal, até que possamos aprender com esta experiência. É por isso que aprender sempre pode ser considerado um presente, mesmo que muitas vezes o nosso mestre tenha que ser a dor. 

Sempre aprendemos com aquilo que nos marca, nos surpreende ou nos chama suficientemente a atenção para nos roubar o tempo. Se não fosse assim, de fato, esqueceríamos rapidamente sem ficarmos com as lembranças alegres ou as lições dos momentos mais duros.

Você jamais deve viver em vão… Que tal você reavaliar os seus propósitos, encontrar motivações mais positivas? Você escolhe viver pela dor ou pela satisfação? É sinal de inteligência acreditar que muitas de nossas escolhas podem ser melhoradas.

Claro que as mudanças em sua realidade não ocorrem necessariamente na mesma velocidade que as mudanças feitas hoje em sua mente, em suas escolhas, crenças ou conclusões, mas desde que, positivamente você se comprometa, as mudanças acontecerão!

Você não nasceu para se conformar diante do que pode ser melhorado em sua vida. Você não precisa ficar na tolerância do intolerável, na concordância da sistemática influência de forças egoístas em sua vida.

Livre-se de ilusões motivadas por tantas vaidades e caprichos desnecessários, você viverá mais leve, sem tantas influências tóxicas. Mova-se em direção ao que pode ser melhorado em você; de dentro para fora é o modo mais coerente, assertivo e eficaz de evoluir.

De maneira simples, há duas formas, vias básicas de aprendizagem: pela dor (decepção, frustração, insensatez, inflexibilidade, egoísmo: experiências negativas), ou pelo prazer (compreensão, humildade, sensatez, flexibilidade, amor: experiências positivas).

Às vezes é necessário aceitar um mergulho diferente na mesma realidade, um novo processo de percepção e amadurecimento de seu Ser. Primeira recomendação: adquira clareza e naturalidade diante dos desafios pessoais.

A dor também ensina…

O sinal da falta de evolução é a repetição das insatisfações, decepções, conflitos, problemas cíclicos de ordem pessoal ou profissional. A verdade é que, para evoluir é necessário reconhecer as próprias amarras.

Não dá para viver bem ou saudável por muito tempo diante de incompreensões, conflitos, repetições de problemas que lhe roubam a vitalidade e a satisfação.

E quando a acomodação convive com a pessoa, tudo se torna mais complicado… É a famigerada resistência da zona de conforto, que diz: “tá ruim, mas tá bom”. Isso não motiva a pessoa a avançar, a mudar, a buscar ajuda coerente para compreender que não precisa aceitar a convivência com a dor de muitos problemas, que eles podem ser mitigados ou literalmente resolvidos.

A acomodação diante das dores psíquicas ou emocionais indica sinais de fragilidade na compreensão, de ingenuidade emocional, sintomas da falta de uma boa resolução diante da vida, sinais também de baixa autoestima.

Sabe aquela pessoa que vive implicando com você, que não concorda em nada com aquilo que você faz, sente ou pensa, e ainda procura te ofender sem qualquer ideia ou posição melhor? Fuja! Provavelmente é a mesma pessoa que, direta ou indiretamente vive sabotando a sua vida, insistindo em chatear, manipulando e até chantageando emocionalmente. Infelizmente existem pessoas especializadas em sugar a vitalidade das demais, como bons parasitas.

Talvez, muito talvez, de forma inconsciente, os parasitas acreditem ser lícito viverem da trapaça, da hipocrisia, “validando” a exploração no que puderem nas oportunidades; então usurpam a confiança alheia, muitos ainda querem aplausos por isso. Você dá a mão e logo puxam o braço, conhece? Um retrato fiel está na postura de 99% dos políticos brasileiros, eles resultam da falta de bom discernimento político e social, de consciências minimamente elaboradas; eles promovem o aprendizado sofrível e lento, a duras penas aos submetidos.

Fuja dos parasitas

O valor do conhecimento (bom discernimento) parece custar caro, até a pessoa experimentar alguns dos altos custos resultantes da ignorância, do oportunismo e da insensibilidade. Consciências esclarecidas não optam pelo “me engana que eu gosto”, não se adaptam aos estorvados, aos levianos, aos oportunistas, nem se vitimizam diante de situações problemáticas.

Enfim, e no campo íntimo/pessoal, você precisa cuidar-se, despertar, perceber a prudência que é se amar de verdade (não é ser egoísta!) antes de acreditar que só amando outra pessoa, se entregando ingenuamente a ela, tudo se revolve automaticamente, como se fosse a “pílula da felicidade”. Quantas pessoas se apaixonam por carência mal resolvida ou fuga? Elas poderiam primeiro se autoconhecerem, depois reconheceriam melhor o outro, e então, só depois, decidirem ou não, pelo envolvimento. Imediatismo não é a solução, dê ao tempo o seu papel, ao amor próprio mais orientação e participação. Dito popular: “ninguém precisa se despedaçar para manter outros inteiros”.

Não importa a sua idade, valorize e defenda a sua evolução e satisfação interior, tenha metas de romper barreiras internas (bloqueios). Aceite a possibilidade de estar carregando/alimentando conclusões ingênuas que precisam ser revistas. Valorize a sua autoconfiança, alimente propósitos positivos em sua realidade, a vida oferece condições prazerosas e simples, harmoniosas, mesmo diante de algumas lições dolorosas que podem ser inevitáveis. Aceite a vocação positiva e natural: evoluir diante de erros e acertos.

Adaptação: “A dor também ensina”

  • Autor: Alexandre Arrenius Elias
  • Psicoterapia para a Felicidade
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